Domingo, 5 de Julho de 2009

Verdes


(Praia Fluvial do Mosteiro)

Na hora de almoço tudo é verde na praia fluvial.
Há verde reflectido na água. E verdes ficam os corpos depois do mergulho.
Começa a chover: uma chuva miudinha molha tolos.
Tolos, sim, nós todos que saímos de casa com o tempo cinzento e já a pingar. "Está marcado, está marcado!" "Está tudo preparado, agora não se volta atrás." Pronto, cedi. Desta vez atestei o depósito antes de sair, não fosse acontecer, como da outra vez, não haver aonde no meio da terra do nunca.

O verde parece estar suspenso nas gotinhas finas que apontam em direcção ao solo, também ele verde. Dali a pouco já o sol espreita por entre a folhagem verde das árvores verdes que nos sombreiam. O cheiro da relva molhada inunda os pulmões, e o som da água, verde, mistura-se aos acordes da viola e às vozes verdes em coro: "O Joel tinha uma bola que rolava pelo chão"; "Olha a bola, Joel, olha a bola, Joel, foi-se embora, fugiu" pela água fora, nunca mais ninguém a viu. E soam verdes as gargalhadas.
Verde é a praia fluvial à hora de almoço. E verdes ficam os pés a correr descalços pela relva... a saltar, a pular.
Na praia fluvial há hora de almoço verde. Aliás, na praia fluvial todo o dia é verde!

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Às voltas com:

Mediação

Multiculturalidade

Cidadania

Diversidade
Integração

Aprendizagem


Cooperação



Igualdade





Temo que a rosca esteja a ficar moída...

Domingo, 21 de Junho de 2009

E pelo meio, o mar... outra vez

"Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa, tudo sempre passará
A vida vem em ondas, como um mar
Num indo e vindo infinito

Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente viu há um segundo
tudo muda o tempo todo no mundo

Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar"

(Como uma onda no mar - Lulu Santos / Nelson Motta)


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Também o mar, na liturgia de hoje, em posts de duas amigas:

Quem é este homem?, por Sandra Dantas;

Cantai ao Senhor, porque é eterno o Seu amor, por Ailime.

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

ANTROPOLOGIA(...)



SOCOOORRO!!!

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Normal

Sou uma pessoa normalíssima; com todos os defeitos de uma pessoa normalíssima, e ainda mais alguns; com algumas virtudes, mas com muitas limitações; com muitas fraquezas e alguma força nos momentos cruciais, que se desvanece de seguida quando o peso do cansaço toma conta das pálpebras. Acresce, também, o ser mimada, o sempre o ter sido. O ter os pais muito idosos, a dar uma trabalheira. E, ainda, o ter um marido, três filhos e uma futura nora lindos!
Uma pessoa normalíssima...

Daqui a pouco temos que escolher os cânticos para o casamento, sem falta! Não pode passar de hoje! Se não o tempo começa a apertar cada vez mais... os exames estão aí... daqui a pouquíiiiissimos dias já não estamos todos juntos, outra vez... e a minha normalidade vai ao ar... outra vez! Depois estou para ver quem é que me atura... outra vez!

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Recomeçar sempre!

Recomeçar sempre!
Não desistas nunca,
Nem quando o cansaço se fizer sentir,
Nem quando os teus pés tropeçarem,
Nem quando os teus olhos arderem,
Nem quando os teus esforços forem ignorados,
Nem quando a desilusão te abater,
Nem quando o erro te desencorajar,
Nem quando a traição te ferir,
Nem quando o sucesso te abandonar,
Nem quando a ingratidão te desconsertar,
Nem quando a incompreensão te rodear,
Nem quando a fadiga te prostrar,
Nem quando tudo tenha o aspecto do nada,
Nem quando o peso do pecado te esmagar...
Invoca Deus, cerra os punhos, sorri...
E recomeça!

(São Leão Magno)

Obrigada, Malu!

"Um amigo fiel é um poderoso apoio; quem o encontrou, descobriu um tesouro."
(Ecli. 6,14)

Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Quando...

Quando ainda é de noite e não consegues mais dormir
Quando acordas com uma dor de cabeça daquelas...
Quando ainda o sol não rompeu e já alguém grita por ti
Quando te sentes sobrecarregada com tudo e mais alguma coisa
Quando a vida e os afazeres te subjugam
Quando sentes receio de que as coisas não corram bem
Quando querias que tudo fosse perfeito
Quando nem sabes o que queres
Quando entras em conflito contigo
Quando a ansiedade te bate à porta

Quando te sentes assim:

Quando não sabes para onde te virar...

Mas sabes que não está tudo nas tuas mãos

Vira-te para Cristo!
Só dEle te vem a força!
Só Ele é o alimento que te sacia
te refresca
te anima!

O Pão da verdadeira vida!


"Tomai e comei todos
Este é o Meu Corpo"

Comei e saciai a vossa fome!

Tu és o meu alimento, Jesus...
Vem a mim, Senhor
Vem me dar a luz...
E a calma que procuro.

Sábado, 30 de Maio de 2009

Vê por onde andas!

"Faz muitos, muitos anos, usavam-se no Japão lanternas de papel e bambú, com uma vela no seu interior.
Uma noite, um certo senhor ofereceu uma dessas lanternas a um cego que o tinha ido visitar, para que ele pudesse voltar para casa.
O cego disse-lhe:
- A mim não serve para nada uma lanterna! A luz e a escuridão para mim são a mesma coisa.
- Já sei que tu não precisas de uma lanterna para veres o caminho - respondeu-lhe o outro -. Mas, se não a levares, pode vir alguém para cima de ti. Portanto deves levá-la, para advertires quem vem em sentido contrário.
O cego partiu com a lanterna, mas ainda não se tinha afastado muito da casa do amigo quando alguém lhe deu um encontrão que o atirou para o meio do chão.
- Olha por onde andas! - Exclamou o cego enraivecido -. Por acaso não viste a minha lanterna?
O desconhecido respondeu-lhe:
- Levas a lanterna apagada, irmão!"

(Bruno Ferrero, Histórias para acordar el camino)

Quantas vezes não somos nós esse cego?

Sim, somos esse cego quando não mostramos a Luz do Espírito Santo ao mundo, quando não nos guiamos por essa Luz, quando trazemos a lanterna apagada e deixamos que os outros colidam connosco, atirando-nos ao chão.


Espírito de Deus,
Manda-nos do céu um raio de Vossa Luz.
Vem, ó Pai dos pobres,
Doador das graças,
Luz dos corações.
Vem consolador,
Hóspede da alma,
Doce alívio, vem.
No labor descanso,
Na aflição remanso,
No calor aragem,
Vem, ó Luz Santíssima,
Encher de claridade o coração fiel.
Sem a Vossa luz nada o homem pode,
Nenhum bem há nele.
Lava o que é impuro,
Rega o que está seco,
O que é doente, cura.
Dobra o que enrijece,
O que está frio aquece,
Reconduz o errante.
Aos fiéis concede,
Toda Igreja pede,
Os teus sete dons.
Concede o prémio do bem,
A boa morte do justo,
A eterna alegria.
Amén! Aleluia!

(Sequência do Pentecostes)

Domingo, 24 de Maio de 2009

A primeira vez

Não soube dizer a idade que tinha. Não fui capaz de o raciocinar com coerência… estava por demais absorvida com a expectativa e, de certo modo, com o receio do que se iria passar, que a mente se recusava a pensar outra coisa.
Mas tinha então 22 anos… e um mundo de sonhos pela frente. Poderia dizer que era, ainda, uma menina que vivia um conto de fadas, que nada sabia do mundo real.
Para mim, era uma experiência nova e desconhecida, talvez dolorosa… esse era um grande medo, mas a minha ansiedade maior era pelo desejo de te poder ter nos meus braços.
Sabia que faltavam ainda algumas horas… foi-me dito que tinha que saber esperar… com calma! 
Calma?! Eu bem que tentava, mas o nervosismo aumentava à medida que percebia a altura a aproximar-se cada vez mais. 
Já me sentia a ficar dormente quando fui conduzida para a sala em que… 
Nasceste! 
Ouvi o teu choro… pude, enfim, já não só sentir-te mas olhar-te, ver o meu menino amado… 

Há sempre uma primeira vez para tudo… até para se ser Mãe!

Parabéns meu menino querido!

(Daqui a dois dias já te tenho nos braços outra vez... lá lá lá)


Canto como há pouco na Eucaristia:

Senhor, graças pelo trigo a crescer;
Graças pela vida a nascer;
Graças pelo que a minha alma sente e Vos quer dizer!

Domingo, 17 de Maio de 2009

O Sinal do Cristão

O Amor deve ser o sinal que distingue o cristão no mundo.

Pois Jesus diz-nos:
"O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei." (Jo 15, 12)

As comunidades dos primeiros cristãos eram exemplares neste mandamento do amor, de modo que despertavam a admiração dos não-cristãos que exclamavam: "Vede como eles se amam!"

E como é que eles se amavam?

Amavam-se, pondo tudo em comum, a ponto de não haver necessitados entre eles. (cf: Act. 2, 44-45 ; 4, 32. 34-35)

Será que hoje é também assim?
Já não digo pôr tudo em comum (que até já nem os casamentos são com comunhão geral)... mas ao menos partilhar as nossas riquezas, não só as materiais, mas também estas, com quem tem menos ou nada tem...

O cristão deve ser sinal do amor na sociedade.

Como amamos nós, cristãos, hoje, quando a riqueza anda tão mal distribuída - uns tão ricos e outros sem nada?

Que exemplos damos?
Demonstramos amor nos nossos actos diários, amamos como cristãos que somos, ou antes nos escondemos, com medo de ser apontados, envergonhando-nos de ser cristãos, porque isso hoje vai contra a filosofia desta sociedade laica?

No entanto, é este tipo de sociedade que nos querem impingir, que faz cada vez mais necessitados e excluídos. E nós, cristãos, estamos a deixar-nos contaminar por ela, em vez de nos deixarmos contaminar, cada vez mais, por Cristo!

Onde estamos nós, cristãos, nesta sociedade?
Onde é que marcamos o sinal da nossa diferença?

Tenhamos a ousadia de ser, no mundo, sinal do Amor de Cristo!

“É no amor que tereis uns pelos outros, que todos reconhecerão que sois meus discípulos” (Jo. 13, 35)